Aqui na Achado7 também gostamos de jogar de vez em quando, mas há uma ideia simples que nunca deixamos de lado: uma casa de jogo é entretenimento, e não uma maneira de ganhar a vida. Por mais bem licenciado que seja, nenhum operador transforma o jogo numa fonte de rendimento — e qualquer site que lhe prometa lucro fácil está, pura e simplesmente, a enganá-lo. Só pode jogar quem tem 18 anos ou mais, e nisto não há meio-termo.
Antes de abrir uma sessão, decida duas coisas: quanto dinheiro está disposto a gastar e quanto tempo lhe quer dedicar. Trate esse valor como o preço de uma noite de diversão, do mesmo modo que reservaria uns euros para o cinema ou um jantar fora. As casas com licença em Portugal são obrigadas a oferecer limites de depósito, de perda e de tempo de jogo — vale muito a pena defini-los logo à partida, porque travar de propósito a meio de uma má sequência é bem mais difícil do que combinar um teto consigo mesmo com calma.
Convém também estar atento aos sinais. Se reparar que está a jogar para recuperar o que perdeu, que esconde de quem lhe é próximo quanto gasta, ou que pede emprestado para continuar, é sinal claro de que chegou a hora de parar. Todas as casas legais permitem a autoexclusão — um pedido para bloquear a conta durante o período que escolher — e existe ainda a autoexclusão nacional, gerida pelo regulador SRIJ, que abrange de uma só vez todos os operadores autorizados no país. Não encare isto como um castigo: é uma ferramenta para voltar a ter o controlo nas suas mãos.
E se sentir que o jogo deixou de ser uma escolha sua, procure apoio — não há nada de que se envergonhar em falar sobre o assunto, e ninguém tem de o enfrentar sozinho.
Onde encontrar ajuda em Portugal: o portal jogoresponsavel.pt, do próprio regulador, reúne informação, testes de autoavaliação e contactos úteis; o SICAD (sicad.pt) acompanha comportamentos aditivos e pode encaminhá-lo para apoio gratuito e confidencial.